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BENEFÍCIOS DA VITAMINA D

IMPRENSA

A importância da Vitamina D (com video)


O reumatologista e um dos promotores do Fórum D, Dr. Pereira da Silva, esteve na Edição da Manhã para falar da importância da vitamina D, quando se sabe que apesar de vivermos num país onde o sol brilha grande parte do ano, muitos portugueses apresentam défice desta vitamina.

As 4 vitaminas recomendadas por um cardiologista (em inglês)


O mundo das vitaminas e suplementos é confuso. Todas apresentam os seus benefícios para a saúde, mas se tudo fosse verdade iria acabar por tomar centenas de suplementos por dia. Como saber quais é que vale a pena ter atenção? Fique a saber!

Vitamina D aumenta esperança de vida


Estudo norte-americano relaciona níveis demasiado baixos de vitamina D com o desenvolvimento de certas doenças, como as do foro cardíaco, diabetes e hipertensão.

VIDEOS

O Popular Dr. Oz aponta as Vantagens da Vitamina D


O Dr. Oz também conhecido da televisão Portuguesa refere os niveis preocupantes de carência de Vitamina D nos Estados Unidos da América e as vantagens que esta pode trazer.

A Verdadeira História da Vitamina D


Uma reportagem da CBN News sobre os efeitos da Vitamina D e os efeitos benéficos que demonstra ter contras as infecções virais entre outros.

A Vitamina D na Prevenção do Cancro


O Dr. Meschino um dos pioneiros na criação de vídeos educativos sobre medicina na Internet fala sobre a Vitamina D e a sua importância na prevenção do cancro.

Uma extensa compilação de artigos sobre Vitamina D, com link para pubmed ou fontes semelhantes.

Aceda à base científica
Cancro da mama

O cancro da mama é mais comum nas mulheres do mundo ocidental e concretamente de Portugal. Nos EUA, a doença afecta à volta de 230 000 mulheres e 2 000 homens por ano. Em Portugal atinge cerca de 6000 mulheres por ano e 90 a 100 casos são registados em homens.

Sumário para doentes e público em geral

O cancro da mama é mais comum nas mulheres do mundo ocidental e concretamente de Portugal. Nos EUA, a doença afecta à volta de 230 000 mulheres e 2 000 homens por ano. Em Portugal atinge cerca de 6000 mulheres por ano e 90 a 100 casos são registados em homens.

Aproximadamente 20% das pessoas diagnosticadas com cancro da mama morrem da doença. As taxas de cancro da mama são muito superiores em países Ocidentais do que em países em vias de desenvolvimento.

Fatores de risco

Os factores genéticos são os mais importantes para o desenvolvimento do cancro da mama, mas não estão presentes na generalidade das mulheres em que o tumor aparece.

Para as mulheres em geral os factores de risco mais importantes são adquiridos por hábitos e estilos de vida:

  • Exposição aos estrogénios - inclui o produzido pelo corpo e o tomado oralmente ou administrado por outras vias.
  • Consumo exagerado de carne e laticínios - uma dieta rica em produtos animais na infância e ao longo da vida, pode causar a produção de mais estrogénios.
  • Consumo de bebidas alcoólicas – existem muitos estudos que relacionam o consumo de bebidas alcoólicas com o cancro da mama.
  • Factores reprodutivos - mulheres sem filhos ou com a primeira gravidez após os 35 anos, têm maior risco no desenvolvimento de tumores.
  • Trabalhos noturnos - exposição à luz elétrica reduz a produção de melatonina. Esta hormona diminui o risco de cancro da mama.

Exposição solar e risco de cancro da mama

A luz solar parece estar relacionada directa ou indirectamente com o cancro da mama. A radiação UVB estimula a produção de vitamina D, que protege contra o cancro da mama. Mulheres com uma exposição moderada à luz solar, especialmente ao meio-dia, podem beneficiar de alguma proteção.

A melatonina está associada a uma redução do risco de cancro da mama. A melatonina é produzida pela glândula pineal, que é regulada pelo estímulo nos olhos da luz azul brilhante. De noite, onde a luz azul brilhante está ausente, a melatonina é produzida. Esta hormona induz o sono e pode reduzir o risco de cancro da mama. Nos longos dias de verão, o corpo produz menores quantidades desta hormona, pelo que a melatonina pode ajudar a reduzir o risco de cancro da mama no inverno.

O número de cancros da mama e as taxas de diagnóstico variam com a luz solar e as estações do ano.

Temos vários estudos que sustentam estes factos:

  • Menores taxas de incidência de cancro da mama no Sudoeste solarengo dos Estados Unidos e maiores taxas no Nordeste mais escuro.
  • Maiores taxas nos países afastados da linha equatorial, que recebem menores quantidades de radiação solar.

Em suma são diagnosticados menos casos no verão e inverno, por oposição a mais diagnósticos na primavera e outono.

Cancro da mama e vitamina D

O cancro da mama foi dos primeiros tipos de cancro cuja prevenção foi associada à vitamina D.

Existem amplas evidências de que a vitamina D reduz o risco de aparecimento de cancro da mama.

Níveis de vitamina D

Estudos observacionais comprovaram que, desde o momento do diagnóstico até a três anos depois, o prognóstico do cancro da mama melhora com o aumento significativo dos níveis de vitamina D, considerando valores desde menos de 10 ng/mL (25 nmol/L) até 20-30 ng/mL. Acima de 30 g/mL e até os níveis de vitamina D alcançarem os 50 ng/mL (150 nmol/L) o risco continua a diminuir, mas de forma menos marcada.

A taxa de aparecimento de cancro da mama também parece diminuir cerca de 30% quando os níveis de vitamina D no sangue são superiores a 40 ng/mL (100 nmol/L), quando comparados a valores de 20 ng/mL (50 nmol/L).

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

Comprovou-se qua a vitamina D interfere no crescimento de tumores cancerígenos na mama. A sua forma activa, calcitriol, fornece diversos benefícios contra o cancro. Esta forma de vitamina D permite melhor controlo do ciclo celular e promovem a apoptose das células anormais. Este princípio interfere na angiogénese e consequentemente no fluxo sanguíneo e crescimento do tumor.

Prevenção

Muitos estudos indicam que níveis elevados de vitamina D estão associados a um risco menor de cancro da mama. Os estudos que associaram as taxas de incidência de cancro da mama com níveis de vitamina D no sangue chegaram à conclusão que maiores níveis de vitamina D implicam menores riscos de desenvolvimento de cancro da mama.

Essa relação não foi encontrada quando o doseamento da vitamina D foi não foi feito aquando do diagnóstico e sim mais tarde.

Vitamina D e cálcio

Alguns estudos demonstraram qua a combinação de vitamina D com cálcio promove uma protecção moderada contra o cancro da mama em mulheres em pré-menopausa. A toma diária de cálcio na dieta ou em suplementos acima de 1000 mg ser benéfica.

Tratamento

Um estudo realizado em Toronto, Canadá, comprovou que mulheres com mais de 20 ng/mL (75 nmol/L) de vitamina D na altura do diagnóstico, reduziam em metade as probabilidades de mortalidade quando comparadas a outras mulheres com 10 ng/mL (25 nmol/L). Uma vez que a vitamina D protege contra vários tipos de doenças, estas evidências podem ser extrapoladas do cancro da mama para outras localizações tumorais.

Outro estudo, levado a efeito na Noruega, demonstrou que mulheres cujo diagnóstico foi efetuado no verão tinham possibilidades de sobreviver mais dois anos quando comparadas com as mulheres diagnosticadas no inverno. Os níveis de vitamina D são superiores no verão, o que poderá explicar estes resultados.

Alguns centros de tratamento de cancro estão a recomendar a toma de pelo menos 5000 UI (125 mcg) / dia de vitamina D em pacientes com cancro. Os resultados deste ensaio estão por publicar.