Novo estudo sugere que mais de 80% dos adultos portugueses tem carência moderada ou grave de Vitamina D.

Novo estudo sugere que mais de 80% dos adultos portugueses tem carência moderada ou grave de Vitamina D.

Este artigo reporta, entre outros dados, o doseamento de vitamina D realizado num total de 500 indivíduos portugueses, aleatoriamente selecionados de entre 4095 adultos participantes num estudo sobre síndrome metabólica entre residentes nos dezoito distritos do território continental.

O trabalho foi conduzido pelo Grupo de Estudo da Insulino-Resistência, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, coms ede em Lisboa em colaboração com o EPIUnit – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). Foi publicado na prestigiada revista BMC Endocrine Disorders, no final ed 2017, estando livremente disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5693479/

A análise foi feita pelo método Liaison (Diasorin Iberia), aspeto relevante por estar livre das sugestões do diagnóstico por excesso que têm sido apontadas a outros métodos no nosso país.

Foram encontrados valores inferiores 12 ng/ml (deficiência significativa) em 37,7% e inferiores a 20 ng/ml (insuficiência significativa) em 85,6% de todos os soros analisados. Quer isto dizer que, mesmo usando a referência menos exigentes do Institute of Medicine, só 14,4% de todos os indivíduos estudados tinham valores considerados normais ou “suficientes” de Vitamina D.

O estudo não explora as causas nem os correlatos dos valores de vitamina D, por não ser esse o seu objetivo., mas demonstra, uma vez mais, que a carência de vitamina D afeta a esmagadora maioria da população portuguesa, sublinhando a necessidade premente de um debate cientificamente sério e profundo sobre este assunto no nosso país.

 

José António Pereira da Silva

Diretor Científico. Fórum D

 

Ref:

Vitamin D, parathyroid hormone and metabolic syndrome – the PORMETS study

Luís Raposo, Sandra Martins, Daniela Ferreira, João Tiago Guimarães and Ana Cristina Santos

BMC Endocrine Disorders (2017) 17:71   DOI 10.1186/s12902-017-0221-3

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