Prevalência da Deficiência de Vitamina D em Portugal e seus preditores: estudo de base populacional

Prevalência da Deficiência de Vitamina D em Portugal e seus preditores: estudo de base populacional

O artigo “Prevalence of vitamin D deficiency and its predictors in the Portuguese population: a nationwide population-based study” foi recentemente publicado no Archives of Osteoporosis (Archives of Osteoporosis (2020) 15:36 https://doi.org/10.1007/s11657-020-0695-x)

Este estudo, resultante de uma colaboração da FACULDADE DE MEDICINA DE COIMBRA com a Nova Medical School, incluiu 3092 indivíduos adultos (≥18 anos de idade) de todo o país, incluindo dos arquipélagos dos Açores e Madeira residentes na comunidade (isto é, não institucionalizados).

Foi realizada a determinação dos níveis sérios de 25-hidrovitamina D, a principal forma circulante de vitamina D, através o método Advia Centaur da Siemens®. Os indivíduos incluídos foram ainda avaliados relativamente a dados sócio-demográficos, hábitos de vida e índice de massa corporal.

Verificámos que 41.4% % de todos os indivíduos tinham níveis considerados insuficientes pelo Institute of Medicine (IOM)1, e 25.1% apresentavam níveis considerados de deficiência (<12 ng/mL). Apenas 34.5% tinham níveis considerados normais por esta instituição.

O risco de Deficiência de Vitamina D (níveis ≤ 10 ng/mL) revelou-se superior nos Açores (10X mais, comparado com o Algrave), no Inverno (18.53 X) e Primavera (OR: (11.5 X) quando comparados com o Verão, nos idosos ( 2.6 X mais que os individuos entre os 18-29 anos)  e nas mulheres (2X mais que nos homens)

Entre os fatores de risco modificáveis verificámos que a obesidade está associada a um risco mais elevado (Risco 2,6 X maior para IMC >  30kg/m2) bem como o tabagismo (2.3 X), enquanto a prática de exercício físico ou o consumo ocasional de bebidas alcoólicas se associam a um risco menor de deficiência de vitamin D.

Este estudo representa um importante contributo para a fotografia da carência de vitamina D no nosso país e dos seus principais fatores de risco, reforçando a necessidade de que sejam estudadas e implementadas medidas de saúde pública de forma a minimizar a deficiência de Vitamina D na população adulta portuguesa.

1Ross, A.C., et al., The 2011 report on dietary reference intakes for calcium and vitamin D from the Institute of Medicine: what clinicians need to know. J Clin Endocrinol Metab, 2011. 96(1): p. 53-8.

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