Acidente Vascular Cerebral

Acidente Vascular Cerebral

Sumário para doentes e público em geral

 

O acidente vascular cerebral (AVC) tem por base uma interrupção na irrigação sanguínea de um segmento do cérebro, com consequente enfarte (morte da zona não irrigada) e perda rápida de função cerebral.

Um enfarte é causado por um bloqueio na irrigação sanguínea, geralmente por um coágulo ou derrame de sangue. Como resultado, a área do cérebro afectada não consegue funcionar o que leva a uma perda de funções orgânicas: incapacidade de movimento de um ou ambos os membros, perturbações na fala, na micção e outras.

Uma pessoa que tenha tido um enfarte pode ter dificuldades em falar ou mesmo em ver, do lado afectado.

Os enfartes afectam cerca de 800.000 pessoas por ano nos EUA. Cerca de 15% destes são causados por derrames e mais de 50% por bloqueios. Cerca de 20% são denominados de mini-enfartes ou  episódios isquémicos transitórios (EIT). As pessoas com EIT podem nem sequer saber que tiveram um pequeno enfarte.

 

Fatores de risco 

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, os factores de risco para o AVC são:

  • ♣    Idade, sexo, baixo peso à nascença, raça, etnicidade e genética.
  • ♣    Pressão arterial alta.
  • ♣    Doenças pré-existentes – diabetes, fibrilação auricular, colesterol alto, estenose da artéria carótida e inflamação.
  • ♣    Dieta pobre em resíduos, obesidade, distribuição da gordura corporal e síndrome metabólico.
  • ♣    Tabagismo activo ou passivo.
  • ♣    Terapia hormonal da pós-menopausa
  • ♣    Consumo de drogas.

Exposição solar e AVC 

Os enfartes são mais comuns no inverno, quando existe menos radiação solar UVB mas também baixas temperaturas, que elevam a pressão arterial.

Vitamina D e AVC

Existem dois estudos que indicaram que baixos níveis de vitamina D podem aumentar o risco de enfarte:

  • ♣    No Reino Unido, 77% das pessoas hospitalizadas por enfarte apresentam baixos níveis de vitamina D.
  • ♣    Na Alemanha, pacientes com suspeita de doença cardíaca e baixos níveis de vitamina D também apresentavam um risco elevado de enfarte.

 

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

A vitamina D pode reduzir o risco de enfarte ao reduzir:

  • ♣    Pressão arterial alta
  • ♣    Calcificação ou endurecimento das artérias coronárias

Prevenção

Não existe evidência suficiente sobre os efeitos da vitamina D na prevenção de enfartes.

Tratamento

Não existem ensaios clínicos sobre a administração de vitamina D em doentes com enfartes. No entanto, aumentar os níveis de vitamina D após um enfarte pode reduzir o risco de futuros enfartes ou outros desfechos prejudiciais à saúde.

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