Cancro da bexiga

Cancro da bexiga

Sumário para doentes e público em geral

Todos os anos, nos EUA, o cancro da bexiga afecta cerca de 70 000 pessoas e mata aproximadamente 15 000.

Fatores de risco

Os factores de risco associados com o cancro da bexiga incluem:

  • Poluentes atmosféricos: incluindo fumo, produtos químicos de natureza industrial, nitratos e arsénio. Nitratos podem ser encontrados em produtos compostos de carne.
  • Componentes dietéticos: certos tipos de produtos alimentares aumentam o risco de cancro da bexiga. Estes incluem carnes de porco, carnes de churrasco, gorduras, soja e a ingestão de grandes quantidades de café.
  • Poluentes profissionais: pessoas cujo emprego implica a inalação constante de fumos (como pintores ou cabeleireiros) possuem um maior risco de cancro de bexiga.
  • Consumo de água desinfectada: o consumo de água com cloro aumenta o risco de cancro de bexiga. Contudo, existe um grande risco que doenças infecciosas nomeadamente a cólera, quando a água não é desinfectada.
  • Obesidade é um factor que confere um ligeiro risco de aparecimento de cancro de bexiga.

O risco de cancro de bexiga pode reduzir com o consumo de certos alimentos:

  • Fruta
  • Vegetais, tais como brócolos, couve-flor ou couve.
  • Cenouras

Exposição solar e cancro da bexiga

A luz solar possui um efeito directo na redução do risco de aparecimento de diversos tipos de cancro. A radiação UVB estimula a produção de vitamina D, que protege contra o cancro. Diversos estudos realizados na China, Alemanha e nos EUA demonstraram que em áreas de maior incidência desta radiação, a taxa de aparecimento de cancro era menor.

Vitamina D e cancro da bexiga

Um estudo em homens fumadores realizado na Finlândia comprovou que menores níveis de vitamina D na corrente sanguínea está associado ao aumento do risco de aparecimento de cancro de bexiga.

As taxas de aparecimento de cancro da mama, cólon e recto diminuem quando a concentração de vitamina D aumentam a partir de níveis muito baixos [menos de 10 ng / ml (25 nmol /] até 20-30 ng / mL. De 20-30 ng/mL até 50 ng/mL (125 nmol/L) as taxas destes tipos de cancro diminuem mais lentamente. Não foram encontradas evidências desta acção noutros tipos de cancro. Presume-se, porém, que possa ter um comportamento semelhante no caso do cancro da bexiga.

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

Tem sido demonstrado que a vitamina D interfere no crescimento de tumores malignos. O Calcitriol, uma forma activa de vitamina D, é produzido por vários órgãos após o processamento de vitamina D no fígado. O Calcitriol proporciona inúmeros benefícios contra o cancro. Esta forma de vitamina D estimula a morte celular programada (apoptose). Este composto também limita a angiogénese do tumor, reduzindo consequentemente, o crescimento do cancro.

Prevenção

Níveis elevados de vitamina D estão associados a um risco menor de aparecimento de diversos tipos de cancro, tanto em ensaios observacionais, como em estudos demográficos.

Os riscos de cancro da mama, do cólon e do recto baixam com níveis de vitamina D próximos de 40–60 ng/mL (100–150 nmol/L). Com 1000–4000 unidades internacionais (IU) (25–100 mcg) diárias, atingem-se essas concentrações.

Vitamina D e cálcio

Não é claro se a presença de cálcio reduz ou não o risco de aparecimento de cancro de bexiga.

Tratamento

As pessoas com níveis mais altos de vitamina D no momento do diagnóstico, têm frequentemente maior taxa de sobrevivência. Isto é válido para diversos tipos de cancro.

Alguns estudos sugerem que o aumento dos níveis de vitamina D após o diagnóstico de cancro pode melhorar as possibilidades de sobrevivência.

Há centros de tratamento de cancro que estão a receitar pelo menos 5000 UI (125 mcg) / dia de vitamina D em pacientes com cancro. Os resultados deste ensaio estão por publicar.

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