Cancro do endométrio

Cancro do endométrio

Sumário para doentes e público em geral

 

O cancro do endométrio inicia-se na camada interna do útero. Em Portugal são diagnosticados cerca de 900 novos casos por anos e 200 a 250 mulheres morrem por esta causa. Nos EUA, afeta cerca de 46 000 mulheres e é responsável por 8 000 mortes por ano.

Fatores de risco

Entre os factores de risco do cancro do endométrio contam-se:

  • Dieta rica em produtos animais – a ingestão de carnes e produtos derivados, na fase inicial e ao longo da vida produz moléculas que favorecem o aparecimento do cancro.
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Obesidade.
  • Aumento dos estrogénios – o aumento de produção natural ou a toma oral de estrogénio aumentam o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro.
  • Poluentes ambientais.

Entre os factores que reduzem o risco de cancro do endométrio incluem-se:

  • Dietas ricas em vegetais.
  • Toma da pílula contraceptiva.
  • Exercício físico.

 

Exposição solar e risco de cancro do endométrio

O cancro do endométrio é um dos 19 cancros que são sensíveis à vitamina D:

  • A radiação UVB pode diminuir as taxas de mortalidade associadas a este tipo de cancro.
  • Um estudo na Suécia comprovou que mulheres expostas a UVB (através de fontes naturais ou artificiais) diminuíam o risco de desenvolverem cancro do endométrio entre 20 e 40%.

 

Vitamina D e cancro endométrio

Existem muitos estudos relacionando cancro do endométrio com vitamina D:

  • Nos EUA comprovou-se que mulheres com este cancro tinham níveis baixos de vitamina D.
  • Outros estudos demonstraram que o aumento dos níveis de vitamina D no sangue interfere positivamente no desenvolvimento do cancro do endométrio.

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

Comprovou-se qua a vitamina D interfere no crescimento de tumores malignos. A sua forma activa, calcitriol, fornece diversos benefícios contra o cancro. Esta forma de vitamina D permite melhor controlo do ciclo celular e promovem a apoptose das células anormais. Este princípio interfere na angiogénese e consequentemente no fluxo sanguíneo e crescimento do tumor. Simultaneamente, calcitriol ajuda a manter a integridade da superfície dos orgãos, o que reduz a possibilidade de cancerização.

Prevenção

Níveis altos de vitamina D provocam um decréscimo no risco de desenvolvimento de cancro do endométrio.

Alguns estudos comprovam que níveis de vitamina D próximos de 40–60 ng/mL (100–150 nmol/L) reduzem o risco de cancro da mama, do cólon e reto em 15%.  Da mesma forma, podem também reduzir o risco de cancro do endométrio e auxiliar na recuperação após diagnóstico.

A toma 1000–4000 unidades internacionais (IU) (25–100 mcg) diárias, é geralmente requerido para alcançar níveis de vitamina D entre 40 e 60 ng/mL (100-150 nmol/L)

Vitamina D e cálcio

A toma conjunta de vitamina D e cálcio fornece protecção adicional contra vários tipos de cancro. Esta observação pode incluir cancro do endométrio.

Num estudo, a vitamina D e o cálcio actuaram independentemente para reduzir o risco de cancro do endométrio. A ingestão de cálcio próxima ou superior a 1000 mg por dia é recomendada. Esta ingestão pode provir da dieta ou de suplementos.

Tratamento

Não existem estudos que sobre a utilização de vitamina D no tratamento de cancro do endométrio. Contudo, tendo em conta a relação entre níveis elevados de vitamina D e a melhoria das taxas de sobrevivência de cancro, a vitamina D poderá beneficiar as doentes com cancro do endométrio.

Pacientes com cancro do endométrio poderão considerar tomar 5000 IU (125 mcg) de vitamina D3 (colecalciferol) por dia, de forma a aumentar os níveis de vitamina D acima de 40 ng/mL (100 nmol/L).

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