Cancro do esófago

Cancro do esófago

Sumário para doentes e público em geral

 

O cancro do esófago é uma causa de morte importante. Nos EUA, todos os anos, esta doença afecta cerca de 17 000 pessoas, matando cerca de 15 000. Em Portugal são registados cerca de 400 novos casos por ano.

Fatores de risco

Entre os factores de risco associados ao cancro do esófago, incluem-se:

  • Tabagismo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade – especialmente gordura à volta da cintura.
  • Doença do refluxo gástro-esofágico. Esta é uma causa importante visto que o refluxo de ácido proveniente do estomago afecta a parede do esófago de forma crónica provocando lesões que podem evoluir para cancro.
  • Dieta rica em gorduras, açúcar, doces, chás, ovos, picles e carne enlatada.
  • Bebidas quentes, tais como o café e chá.

Uma dieta rica em vegetais pode reduzir o risco de cancro do esófago.

 

Exposição solar e risco de Cancro do esófago

A luz solar possui um efeito directo na redução de vários tipos de cancro. A radiação ultravioleta curta (UVB), estimula a produção de vitamina D, que protege o corpo contra o cancro.

Muitos estudos ecológicos, comparam as taxas de doença em determinados locais procurando avaliar os factores de risco. Estudos realizados na China Japão e EUA comprovaram uma redução nas taxas de desenvolvimento de cancro do esófago associada a valores elevados de UVB.

Similarmente, um estudo efectuado em Espanha comprovou que taxas mais baixas de desenvolvimento de cancro do esófago estavam associadas a taxas elevadas de morte por cancro de pele.

Vitamina D e cancro do esófago

Um estudo observacional oriundo de Itália demonstrou que o risco de cancro de esófago era reduzido em homens que tomavam regularmente maiores quantidades de suplementos de vitamina D. Os resultados foram mais robustos em homens que fumavam ou consumiam bebidas alcoólicas.

As taxas de desenvolvimento de cancro da mama, cólon e reto reduziram-se com o aumento de níveis de vitamina D, rapidamente de valores muito [menos de 10 ng/mL (25 nmol/L)] até 20-30 ng/mL, e mais lentamente até cerca de 50 ng/mL (125 nmol/L). Não foram encontrados resultados similares em outros tipos de cancro, porém assume-se o mesmo comportamento.

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

Comprovou-se qua a vitamina D interfere no crescimento de tumores malignos. A sua forma activa, calcitriol, fornece diversos benefícios contra o cancro. Esta forma de vitamina D permite melhor controlo do ciclo celular e promove a apoptose das células anormais. Este princípio interfere na angiogénese e consequentemente no fluxo sanguíneo e crescimento do tumor. Simultaneamente, o calcitriol ajuda a manter a integridade da superfície dos orgãos, o que reduz a possibilidade de cancerização.

Prevenção  

Estudos observacionais e demográficos comprovaram que níveis elevados de vitamina D reduzem o risco de cancro do esófago. Os níveis de vitamina D próximos de 40–60 ng/mL (100–150 nmol/L) reduzem o risco de cancro da mama, do cólon e reto. A toma 1000–4000 unidades internacionais (IU) (25–100 mcg) diárias, é geralmente requerido para alcançar níveis de vitamina D entre 40 e 60 ng/mL (100-150 nmol/L)

Vitamina D e cálcio

Não há evidência de que a toma de cálcio reduza o risco de cancro do esófago.

Tratamento

Os doentes com níveis elevados de vitamina D no sangue na altura do diagnóstico têm maiores taxas de sobrevivência ao cancro no momento do diagnóstico. Este facto foi verificado para pacientes com cancro da mama, coloretal, pulmão, próstata, linfomas não-Hodgkin e melanomas. Estes estudos sugerem que o aumento dos níveis de vitamina D depois do diagnóstico pode melhorar a sobrevivência.

Alguns centros para o tratamento do cancro estão neste momento a aconselhar a toma de, pelo menos, 5000 IU (125 mcg) por dia a pacientes de cancro. Os resultados desta medida não foram ainda publicados.

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