Craniotabes

Craniotabes

Craniotabes é o nome que se dá ao amolecimento e redução da espessura dos ossos do crânio dos recém-nascidos.

É normal nos prematuros e dura algumas semanas ou meses.

Pode ser encontrado em casos de raquitismo, sífilis congénita e hiperparatiroidismo.

 

Fatores de risco 

A maioria das mães com bebés com craniotabes apresentam níveis baixos de vitamina D durantes a gravidez. Aproximadamente um terço dos recém-nascidos tem esta condição. Isto coincide com o facto de à volta de 1/3 da população americana apresentar valores de vitamina D abaixo dos 20 ng/mL (50 nmol/L).

 

Exposição solar e craniotabes 

A exposição à radiação solar UVB é a fonte primária de vitamina D para a maioria das pessoas.

Um estudo no japão encontrou uma relação entre a incidência de craniotabes e a estação do ano do parto. A maioria dos bebés nascidos com amolecimento do crânio, nasceram entre abril e maio. Estes são dois meses consecutivos a um inverno fraco em vitamina D. Novembro foi o mês com menor número de bebés nascidos com craniotabes, aproximadamente 2 meses após o verão, onde os níveis de vitamina D são altos.

 

Vitamina D e craniotabes

Vários estudos encontraram uma relação entre os níveis de vitamina D e o amolecimento dos ossos do crânio:

  • ♣    Na Finlância, nascem mais bebés com craniotabes em mães com níveis baixos de vitamina D.
  • ♣    No reino unido, 10% dos bebés asiáticos que nasceram com níveis baixos de vitamina D tiveram craniotabes, apesar da existência desta condição não se ter refletido na composição mineral do osso, quando comparado com recém-nascidos sem craniotabes.
  • ♣    A Mongólia tem uma alta incidência de craniotabes e de deficiência de vitamina D.

 

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

A vitamina D pode ajudar contra o craniotabes através de duas ações:

  • ♣    Aumenta a absorção intestinal de cálcio, seja da alimentação ou de suplementos.
  • ♣    Favorece o metabolismo do cálcio e facilita a sua incorporação nos tecidos duros (ossos e dentes).

No entanto, até que ponto a vitamina D influência o metabolismo do cálcio, não é totalmente claro. Existem muitos estudos em curso neste âmbito.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o craniotabes é garantir níveis adequados de cálcio e proteínas, e elevados de vitamina D durante a gravidez.

Estudos recentes sugerem que as mulheres grávidas precisam à volta de 6000 UI (150 mcg)/dia de vitamina D3 (colecalciferol). Esta é a forma ativa da vitamina D produzida na pele. Os níveis de vitamina D devem estar acima dos 40 ng/mL (100 nmol/L). Nos EUA, dois terços da população tem níveis de vitamina D abaixo das 30 ng/mL (75 nmol/L).

 

Tratamento

O craniotabes é facilmente tratável com vitamina D. Um estudo sugere 5000 UI (125mcg)/dia é suficiente para os bebés. Estes valores podem ser um pouco altos. Uma dosagem segura anda à volta das 2000 UI (50mcg)/dia. Durante muitos anos, os bebés na Finlândia abaixo de 1 ano de idade recebiam esta dosagem. Algumas vezes, dosagens elevadas de vitamina D podem ser administradas aos bebés. É assumido que as necessidades de cálcio estão a ser preenchidas com a amamentação materna ou leite especial para bebés.

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