Intensidade da luz solar insuficiente para produzir a desejável Vitamina D

Intensidade da luz solar insuficiente para produzir a desejável Vitamina D

O calendário está quase a lembrar-nos que vamos passar a ter uma intensidade da luz solar insuficiente para produzir a desejável Vitamina D e, por isso mesmo, precisaremos de recorrer aos suplementos.

Exposição aos raios ultravioleta e a síntese cutânea da vitamina D

Recomendações do dermatologista

Ainda que às portas do final de férias de verão é útil reforçar que precisamos de Sol para fazer a síntese cutânea de vitamina D, mas importa esclarecer dúvidas sobre a exposição aos raios ultravioleta e o risco de cancro da pele.

Alertam os especialistas em dermatologia que a exposição excessiva à radiação ultravioleta está associada ao risco de cancro cutâneo e ao fotoenvelhecimento. Os dermatologistas suportam a relação entre o cancro da pele, que tem vindo a aumentar, e a exposição solar, em evidências científicas e na prática clínica. Ainda que sejam os próprios dermatologistas a recorrer à radiação ultravioleta e ao efeito benéfico da fototerapia para tratar variadas doenças da pele, como por exemplo a psoríase.

Qual será então a atitude correta em relação ao Sol?

Valerá a pena correr riscos?

O suplemento de vitamina D pode ser a solução mais adequada?

A especialista em dermatologia, Professora Doutora Sofia Magina, assegura que há motivos para preocupação, no que respeita aos números crescentes de casos de cancro cutâneo, “causados por exposição excessiva à radiação ultravioleta, quer do sol, quer nos solários”.

Ora “sabendo que a síntese da vitamina D depende da radiação ultravioleta B (UVB), cujo pico ocorre às 12 horas”, período em que se recomenda que não estejamos diretamente expostos ao sol e ao risco de queimaduras solares, prevalece o dilema com que nos questionamos e questionamos também os profissionais de saúde – como conciliar os benefícios da exposição ao sol para que a nossa pele possa fazer a síntese da vitamina D, sem correr riscos? A dermatologista Sofia Magina entende que “é importante prevenir e não correr riscos que possam causar lesões no DNA”. Tudo depende, antes de mais e por ordem de importância, “de uma atitude correta em relação ao sol, do vestuário e do protetor solar”. Acresce o facto de a síntese cutânea da vitamina D depender de múltiplas variáveis individuais e também ambientais, “sendo, por isso, menos previsível combater o défice desta vitamina na população recorrendo à exposição solar do que à suplementação com vitamina D”, acrescenta a especialista Sofia Magina.

G.C.

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