Linfoma de Hodgkin

Linfoma de Hodgkin

Sumário para doentes e público em geral

 

Os linfomas de Hodgkin (ou Doença de Hodgkin) é um cancro dos linfócitos, um dos tipos de glóbulos brancos presentes no sangue. Os sintomas podem incluir febre constante, irritação cutânea, suores nocturnos, perda de peso e um aumento nos nódulos linfáticos.

Fatores de risco

O principal factor de risco para o linfoma de Hodgkin é o vírus Epstein-Barr.

É o mesmo vírus que está associado à esclerose múltipla e à mononucleose infecciosa.

Existem evidências fortes de que a vitamina D pode reduzir o risco de esclerose múltipla.

Exposição solar e linfoma de Hodgkin

Numerosos estudos relacionam a radiação UVB com o risco de linfoma de Hodgkin:

  • A taxa de incidência do linfoma de Hodgkin é maior no final do Inverno/ inícios da Primavera. Nesta altura, existe menos luz solar e os níveis de vitamina D estão muito baixos. A luz solar é a principal fonte de UVB e, portanto, de vitamina D.
  • Na Noruega, 15% das pessoas diagnosticadas com a doença de Hodgkin no Verão tiveram taxas de sobrevivência superiores em 36 meses comparativamente com os pacientes diagnosticados no Inverno.
  • Na Suécia, a exposição de UVB antes dos 20 anos mostrou-se relacionada com um risco reduzido de linfoma de Hodgkin.
  • No Canadá, uma maior exposição a radiação UV também mostrou reduzir o risco da doença de Hodgkin.
  • Um estudo realizado nos EUA revelou indicações de que níveis superiores de UVB no Inverno estão associados a um menor risco de doença de Hodgkin. Outro estudo encontrou resultados similares em pacientes expostos a mais radiação UVB num ano.

Vitamina D e linfoma de Hodgkin

A relação da vitamina D ao linfoma de Hodgkin ainda não foi estudada. Contudo, esta doença ocorre principalmente no Inverno, numa maior ausência de luz. Isto indica que os níveis de vitamina D abaixo de 20-30 ng/mL (50-75 nmol/L) podem estar ligados a maior risco desta doença.

Como é que Vitamina D funciona neste caso?

A vitamina D pode reduzir o risco de doença de Hodgkin através de:

– Fortalecimento do sistema imunitário – a vitamina D catalisa a algumas proteínas que reduzem infecções virais.

– Redução do processo inflamatório associado às infecções virais.

Prevenção

Não existem estudos que indiquem que os suplementos de vitamina D possam reduzir o risco deste cancro. Contudo, efeitos positivos da vitamina D face à gripe ou à esclerose múltipla já foram confirmados. Através da manutenção dos níveis de vitamina D acima de 30-40 ng/mL (75-100 nmol/L) o risco da doença de Hodgkin pode ser reduzido. A manutenção destes níveis é especialmente importante no inverno.

Vitamina D e cálcio

Entre 10 e 20% dos pacientes com doença de Hodgkin têm excesso de cálcio no sangue (hipercalcémia). O cálcio é, em parte, regulado pelo calcitriol, a versão ativa da vitamina D. A hipercalcémia é uma condição grave mas curável. Os sintomas incluem falta de apetite, sede e vontade de urinar frequentes, obstipação, náuseas e vómitos. O paciente também poderá queixar-se de dor, especialmente nas costas, perto dos rins. Contracção muscular e fraqueza também são sintomas comuns.

Se esses sintomas ocorrerem é importante parar de imediato a suplementação de vitamina D e consultar um médico. Os níveis de vitamina D reduzem para metade em quatro semanas.

Tratamento

Alguns estudos confirmam que o aumento de vitamina D após o diagnóstico de doença de Hodgkin poderá melhorar os prognósticos. É, contudo, importante monitorizar possíveis efeitos secundários derivados do excesso de cálcio.

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