Mais idade menos Vitamina D?

Mais idade menos Vitamina D?

A vitamina D possui grande importância, em especial para a pessoa idosa, pois é inegável a elevada prevalência de deficiência encontrada, mesmo em países ensolarados como o Brasil.

O envelhecimento parece ser um fator de risco para diminuição da vitamina D. É certo que com a idade há redução da capacidade da pele em sintetizar vitamina D, mas os especialistas alertam que este processo não pode ser explicado apenas pelo decréscimo da massa total da epiderme e importa considerar outros fatores associados.

Diversos estudos sugerem que o consumo alimentar de vitamina D por idosos está aquém do recomendado, muitos apresentam comprometimento das funções renais e acresce o uso de medicação que também interfere na absorção e metabolização da vitamina D.

A ocorrência natural de vitamina D nos alimentos é pequena e a suplementação de alimentos com esta vitamina não é feita de modo universal ou consensual. Sem exposição aos raios solares a quantidade de vitamina D, obtida de fontes alimentares e suplementos disponíveis, revela ser insuficiente para manter os níveis desejáveis. A população idosa é muito suscetível à deficiência desta vitamina. O desafio parece estar em compreender o mecanismo de atuação da vitamina D nesta população idosa.

Mudam-se os hábitos com a idade, baixam os níveis de Vitamina D

 Outro fator a considerar é a diminuição da exposição solar por alterações no estilo de vida dos idosos: o uso de vestuário que cobre mais a pele, dificuldades na mobilidade, a falta de transportes para deslocações e até o isolamento social.  Importa considerar o aumento da gordura corporal com a idade. O envelhecimento parece também conduzir a alterações na ação da vitamina D, nomeadamente alterações no receptor desta vitamina no osso, intestino e músculo, com o aumento da idade.

Sabe-se que na população idosa a carência de vitamina D está associada a fraqueza muscular e baixo desempenho físico, mas faltam na comunidade científica, estudos sobre o impacto da Vitamina D na recuperação geriátrica e, sobretudo, avaliar o impacto da suplementação com vitamina D durante o período de recuperação.

Um estudo recente, realizado em Itália e Espanha, com doentes de idade igual ou superior a 65 anos, internados em unidades hospitalares, a recuperar de cirurgias ortopédicas ou AVC veio confirmar a  elevada prevalência de défice de Vitamina D nesta população.

G.C.

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