No Dia Mundial da Vitamina D: números obrigam a refletir e agir

No Dia Mundial da Vitamina D: números obrigam a refletir e agir

Se, por um lado o calendário manda celebrar a 2 de novembro o Dia Mundial da Vitamina D, por outro, os estudos médicos e os clínicos de diferentes especialidades dão-nos números que obrigam a refletir e a agir, para melhorar a nossa saúde e qualidade de vida.

Não podemos ignorar os estudos e dados médicos quando estes nos revelam que mais de metade da população portuguesa tem níveis insuficientes de vitamina D. Os números desassossegam mais ainda quando revelam que menos de quatro por cento da nossa população tem os desejados valores normais. E dizer que cerca de 30 por cento dos portugueses têm níveis considerados razoáveis não tranquiliza, pois há um vasto leque de doenças, como a artrite reumatoide, a epilepsia ou hipertensão, que estão associadas a níveis mais baixos desta vitamina.

Sabe-se hoje que o papel da vitamina D no nosso organismo vai muito além da fixação do cálcio e da formação óssea. É certo que, nas crianças, a sua falta é causadora de raquitismo, e que sem vitamina D o cálcio não se mantém no sangue e o organismo recorre aos ossos, os nossos “armazéns de cálcio”, abrindo portas ao aparecimento da osteoporose. De facto, a vitamina D tem implicações na nossa saúde desde a gestação e atravessando todas as etapas da nossa vida, nas diferentes faixas etárias. É que o nosso organismo tem recetores desta vitamina em quase todos os tecidos, do cabelo ao coração, artérias, músculos, ossos ou intestinos.

Estar ao sol ou comer peixes ricos em vitamina D não basta

É animador pensar que expor diariamente a nossa pele ao sol durante 20 minutos, nas horas de maior calor, sem protetor solar, tem um risco pouco significativo de cancro da pele e é fundamental para sintetizarmos a vitamina D. No entanto só conseguiremos esse benefício no próximo ano, quando com a chegada de abril, os raios solares tiverem a necessária inclinação.

É curiosa a dica que os especialistas nos dão para verificarmos através da nossa sombra se estamos a produzir ou não vitamina D. A resposta só será afirmativa quando a nossa sombra for menor do que a nossa altura. Quando a nossa sombra é maior do que a nossa altura, então é certo que não estaremos a produzir a desejada vitamina D.

Importa ainda referir que também a mudança de estilos de vida nos faz fugir cada vez mais do sol e permanecer mais horas em ambientes cobertos ou fechados.

Limitações que a alimentação não pode compensar, pois de alimentos ricos em vitamina D, como o salmão ou a sardinha, retiramos apenas entre um a dois por cento das nossas necessidades.

Em dia de celebrar a vitamina D, fica por entender por que razão Portugal, no que respeita à suplementação, não segue o exemplo de países como Holanda e Noruega, com menos sol, mas mais confortáveis com os níveis de vitamina D das respetivas populações. Por cá apenas se recomenda a suplementação para o primeiro ano de vida.

A revista Visão Saúde questionou, a propósito do Dia Mundial da Vitamina D, o professor José António Pereira da Silva, e elaborou um “guia” para dar a conhecer ao leitor tudo sobre esta hormona que é, afinal, a Vitamina D.

G.C

30.10.2018 VISÃO Entrevista Prof. José Pereira da Silva – Vitamina D

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