Vitamina D e Saúde da Mulher

Vitamina D e Saúde da Mulher

A importância da Vitamina D na saúde da mulher tem sido amplamente avaliada desde a vida intrauterina até a menopausa.

A vida intrauterina é um preditor importante para o estado de saúde de todos os indivíduos, sendo por isso fundamental que se assegurem todas as condições necessárias para um normal desenvolvimento da gravidez. Estudos observacionais têm demonstrado uma associação entre a deficiência de Vitamina D e piores outcomes de gravidez como hipertensão e pré-eclâmpsia, intolerância à glicose, infeções vaginais, risco de cesariana, baixo peso dos recém-nascidos e partos pré-termo. A suplementação com vitamina D em gravidas com diabetes gestacional reduz o risco de macrossomia e parto pré-termo. Também a depressão pós-parto tem sido associada em diversos estudos a níveis deficientes de Vitamina D.

Contudo, ensaios randomizados e controlados que demonstrem a eficácia da suplementação com vitamina D em grávidas são escassos. Uma revisão sistemática da Cochrane concluiu que, apesar dos vários estudos a concluírem que a suplementação com Vitamina D pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia, de peso baixo ao nascer e risco de parto pré-termo são necessários mais ensaios randomizados. As recomendações da suplementação da Vitamina D em gravidas é controversa, havendo discordância entre diversas sociedades científicas.

A suplementação com vitamina D na gravidez deverá ser ponderada de acordo com a grávida. A suplementação deverá ser feita em todas as grávidas com gestação múltipla, as fumadoras, as adolescentes, as jovens de raça negra, obesas, toxicodependentes e mulheres com patologia psiquiátrica, com doenças inflamatórias intestinais e todas as que trabalham muitas horas fechadas em edifícios sem luz solar. Também grávidas mais maduras e com períodos intergenésicos curtos, pois acima dos 40 anos os níveis de vitamina D são mais baixos e há algum detrimento da massa óssea.

Salienta-se que a suplementação com vitamina D durante a gravidez é segura. De acordo com os estudos, não foi encontrado nenhum efeito adverso, nem problemas de segurança, começando a suplementação às 12 ou 16 semanas, com 4 mil unidades.

Há trabalhos que vêm demonstrar que o défice de vitamina D condiciona, desde logo, a fertilidade, tanto no feminino, como no masculino. Em casais a fazer técnicas de medicina de reprodução, com a avaliação prévia da falta desta vitamina, verificou-se que com a suplementação, por vezes com doses altas, se obtinham melhores resultados para concretizar a gravidez.

A vitamina D assume importante relevância noutras fases na saúde da mulher, além dos seus reconhecidos benefícios na saúde óssea. Níveis baixos de vitamina D têm sido associados à dismenorreia e a suplementação contribui para uma diminuição significativa da frequência e da intensidade da dor após oito semanas de tratamento com suplementação de Vitamina D. O défice de vitamina D tem sido associado a problemas de fertilidade, tanto feminina, como masculina. Em casais sujeitos a técnicas de reprodução medicamente assistida verificou-se que com a suplementação, por vezes com doses altas, se associavam a maior eficácia.

Também no cancro da mama, os níveis mais baixos de Vitamina D têm sido associados a pior prognóstico.

O papel da vitamina D na fase pós-menopausa tem-se centrado sobretudo nos seus efeitos no metabolismo ósseo a na prevenção de fraturas osteoporóticas. O envelhecimento da pele, alterações do estilo de vida, a presença de co morbilidades aumentam o risco de deficiência de vitamina D neste grupo etário. Contudo, de uma meta-análise recente, de 81 ensaios randomizados concluir que a suplementação de Vitamina D não reduz o risco de fraturas osteoporóticas. A suplementação de Vitamina D deverá ser ponderada em mulheres pós- menopausa, as que têm mais de 70 anos, idosas obesas, de raça negra, sem exposição solar, e nos casos de patologia crónica ou renal, dada a associação destas condições a níveis deficitários de Vitamina D. antecipadamente que essas pessoas terão carência severa.

(Texto elaborado por Cátia Duarte/ Resumo da comunicação proferida por Dr. Cláudio Rebelo no âmbito da 4ª edição do Fórum D2018)

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