Vitamina D no idoso: osso e que mais?

Vitamina D no idoso: osso e que mais?

A população mundial está a envelhecer. Calcula-se que nos Estados Unidos a população idosa irá duplicar nos próximos quarenta anos. Um cenário em que Portugal não é exceção.

Somos um dos países mais envelhecidos da Europa e do mundo. Ainda que preocupante esta é uma história de sucesso que coloca a esperança média de vida para as mulheres nos 84 anos e nos 78 para os homens. Entre 2040 e 2045 atingiremos o número máximo de idosos, cerca de 3 milhões e meio, um terço da população. Uma realidade para a qual temos de nos preparar, conscientes de que a insuficiência de Vitamina D nos idosos ronda os 50 por cento.

Sendo comum a insuficiência em Vitamina D importa definir os fatores de risco. Os indivíduos com mais de 50 anos, mulheres, pele escura, que passam pouco tempo fora de casa, obesos, com doença renal crónica e sob o efeito de certa medicação, como por exemplo as estatinas, constituem grupos de risco.

Nas recomendações internacionais, a quem rastrear e fazer a suplementação de Vitamina D, os idosos estão no topo da lista, juntamente com os indivíduos com osteoporose, historial de quedas e com fraturas não traumáticas.

Os estudos revelam que nos mais velhos o risco de desenvolvimento de declínio cognitivo é duas vezes superior naqueles que apresentam défice de Vitamina D. Os indivíduos que apresentam baixos níveis de Vitamina D têm piores resultados em termos da memória. Também na depressão, comum nas pessoas mais velhas, e no desempenho muscular, como a velocidade de marcha, indicador muito importante do estado de saúde das pessoas mais velhas, os baixos níveis de Vitamina D parecem estar associados a piores desempenhos e a suplementação revela tendência para uma melhoria dos sintomas, apesar de estatisticamente os resultados ainda não serem significativos.

Quanto à densidade mineral óssea verifica-se uma melhoria sempre que há suplementação com Vitamina D, tanto a nível vertebral como do fémur.

Faltam mais estudos e de melhor qualidade para avaliar adequadamente a eficácia da suplementação com Vitamina D em diversos domínios relevantes no idoso. Contudo, é possível afirmar que a Vitamina D é segura e parece ter um papel globalmente positivo no estado de saúde do idoso.

G.C.

(Texto informativo elaborado a partir da intervenção de Dr. Hélder Esperto no âmbito da 4ª edição do Fórum D 2018 – ver versão integral)

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