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IMPRENSA

A importância da Vitamina D (com video)


O reumatologista e um dos promotores do Fórum D, Dr. Pereira da Silva, esteve na Edição da Manhã para falar da importância da vitamina D, quando se sabe que apesar de vivermos num país onde o sol brilha grande parte do ano, muitos portugueses apresentam défice desta vitamina.

As 4 vitaminas recomendadas por um cardiologista (em inglês)


O mundo das vitaminas e suplementos é confuso. Todas apresentam os seus benefícios para a saúde, mas se tudo fosse verdade iria acabar por tomar centenas de suplementos por dia. Como saber quais é que vale a pena ter atenção? Fique a saber!

Vitamina D aumenta esperança de vida


Estudo norte-americano relaciona níveis demasiado baixos de vitamina D com o desenvolvimento de certas doenças, como as do foro cardíaco, diabetes e hipertensão.

VIDEOS

O Popular Dr. Oz aponta as Vantagens da Vitamina D


O Dr. Oz também conhecido da televisão Portuguesa refere os niveis preocupantes de carência de Vitamina D nos Estados Unidos da América e as vantagens que esta pode trazer.

A Verdadeira História da Vitamina D


Uma reportagem da CBN News sobre os efeitos da Vitamina D e os efeitos benéficos que demonstra ter contras as infecções virais entre outros.

A Vitamina D na Prevenção do Cancro


O Dr. Meschino um dos pioneiros na criação de vídeos educativos sobre medicina na Internet fala sobre a Vitamina D e a sua importância na prevenção do cancro.

Uma extensa compilação de artigos sobre Vitamina D, com link para pubmed ou fontes semelhantes.

Aceda à base científica
Declaração D. 2015

Publicado 19 de Outubro de 2015

Síntese das revisões científicas apresentadas no Fórum D 2015

Vitamina D - Efeitos pleiotrópicos na homeostase fisiológica. Relator: Prof. Anabela Mota Pinto. Fisiopatologia. FMUC

  • A vitamina D exerce uma ação complexa e harmoniosa sobre um grande número de mediadores biológicos e vias de sinalização, numa grande variedade de tipos celulares, em todos os órgãos e sistemas. O efeito global é favorável à estabilidade celular e manutenção da homeostasia numa abrangência pleiotrópica e multisistémica. Estas características fazem da Vitamina D um guardião do fenótipo de estabilidade, por regular a resposta citoprotetora do stress oxidativo, e também regular o metabolismo fosfocálcio. 
  • Porque afeta aspetos ubiquitários do metabolismo celular, o défice de Vitamina D deve considerar-se um fator de risco complexo e UNIVERSAL. É um fator de risco complexo uma vez que os seus níveis dependem de fatores genéticos, ambientais e adquiridos, e Universal porque pode afetar todas as pessoas mas também, potencialmente, um grande número de patologias.

Vitamina D - Necessidades diárias. Fontes: dieta e sol. Relator: Prof. Mário Rui Mascarenhas. Endocrinologia. FMUL

  • A manutenção de concentrações adequadas de vitamina D exige que fígado e rins estejam suficientemente funcionantes.
  • A Vitamina D2, ergocalciferol é sintetizada pelas plantas e obtida por alimentação. A Vitamina D3, colecalciferol, é produzida pela pele humana sob exposição a radiação UVB ou obtida por ingestão de produtos animais ou suplementos.
  • A dieta é uma fonte escassa de Vitamina D, com exceção do óleo de fígado de peixes gordos e da gema de ovo.
  • O sol é a principal fonte de Vitamina D: Em Portugal a exposição de braços e pernas ao sol, sem proteção, por 10-15 minutos, entre as 10 e as 15 horas, de Abril a Outubro poderá bastar as necessidades de todo o ano. Este tempo de exposição solar não é considerado de risco significativo para cancro da pele, de acordo com as recomendações das associações dermatológicas (http://www.cancer.org.au/preventing-cancer/sun-protection/vitamin-d/how-much-sun-is-enough.html)
  • O aumento da coloração da pele, a idade e o uso de protetores solares diminuem ou anulam mesmo a produção de vitamina D.

Valores Normais de Vitamina D. Relator: Dr. Daniel Pereira da Silva. Ginecologia. IPO e Instituto Médico de Coimbra

  • A avaliação do estado de Vitamina D deve fazer-se por medição dos níveis séricos de Vitamina 25(OH)D
  • O doseamento de 1,25 (OH)2 Vitamina D só se justifica em situações muito especiais.
  • É consensual que valores de 25(OH) D <20 ng/ml  traduzem carência significativa porque estão associados com risco aumentado de diversas doenças.
  • Valores de 20 a 30ng/ml são considerados, por muitos, como insuficientes.
  • É consensual que valores superiores a 30 ng/ml são adequados para otimizar o impacto da Vitamina D sobre a saúde.
  • Acima de 100 (e sobretudo 150) ng/ml aumentam os riscos de efeitos adversos, especialmente hipercalcémia.
  • As recomendações atuais são unânimes em não recomendar o rastreio generalizado dos níveis de vitamina D, antes indicando que a sua determinação deve ser reservada para indivíduos de elevado risco, tais como: 
    • Doença renal crónica
    • Doença hepática
    • Raça negra
    • Indivíduos institucionalizados
    • Obesos
    • Toma de glucocorticoides, anti-epilépticos, anti-retrovirais

Estado da epidemia e do seu combate. Relator: Drª Maria Cabral. Mestre em Saúde Pública. ISPUP/FMUP

  • Os estudos epidemiológicos demonstram uma elevada prevalência de carência e de insuficiência de Vitamina D por todo Mundo, podendo atingir 60 a 80% da população. Os países com maior exposição solar, tal como Espanha e países do médio-oriente não são exceção.
  • Os estudos realizados em Portugal são escassos, mas suficientes para demonstrar que a carência de vitamina D é muito frequente entre as pessoas com fraturas, os doentes institucionalizados ou admitidos a hospitais e ainda entre crianças e adolescentes saudáveis.
  • Estão em curso estudos alargados de base populacional.
  • A investigação nacional revela que a ingestão de alimentos riscos em Vitamina D é escassa, com ingestas médias da ordem de 150 a 200 UI/dia.
  • A fortificação de produtos alimentares em vitamina D, em especial o leite e margarinas, é uma prática comum em alguns países, que tem revelado alguma eficácia no aumento dos níveis médios de Vitamina D da população.

Carência de Vitamina D - indícios clínicos e laboratoriais. Relator: Dr.ª Cátia Duarte. Reumatologia. FMUC

  • Deveremos tomar como indícios de Carência de vitamina D
    • 1. Presença de fatores de risco
      • Pele escura
      • Escassa exposição solar, Uso regular de protetor solar
      • Idosos
      • Obesos
      • Institucionalizados
      • Doença hepática
      • Doença renal
      • Síndromes de mal-absorção (doença celíaca, doença inflamatória intestinal, intestino curto)
      • Drogas (anticonvulsivantes, glucocorticoides, anti-retrovirais, rifampicina, colestiramina,)
      • Distúrbios alimentares (dieta pobre em alimentos ricos em Vitamina D)
      • ...
    • 2. Presença de sintomas sugestivos ou compatíveis
      • Dor óssea (Incluindo dores de crescimento; a carência de Vit. D pode simular Fibromialgia)
      • Mialgias, fraqueza muscular, instabilidade da marcha , fragilidade muscular (mesmo em doentes que tomam estatinas)
      • Fadiga inexplicada (a carência de Vit. D pode simular Síndrome de Fadiga Crónica)
      • Quedas e fraturas
      • Dor à pressão do externo e/ou da tíbia (carece de melhor confirmação)
      • Depressão e ou deterioração cognitiva
      • Infeções recorrentes
      • Raquitismo: atraso crescimento, dor óssea, deformação esquelética, quedas, elevação da fosfatase alcalina, diminuição do fósforo sérico
    • 3. Presença de alterações laboratoriais ou radiológicas sugestivas 
      • Elevação de Fosfatase Alcalina
      • Hipocalcémia e hipofosfatémia: (estas alterações só surgem em deficiências graves e prolongadas de vitamina D)
      • Elevação da PTH (nem sempre)
      • Rx – Fracturas de Looser-Milkman

Vitamina D e doença cárdio-vascular - o que sabemos? Relator: Dr.ª Andreia Fernandes. Cardiologia. CHUC

  • Muitos estudos demonstram uma relação forte entre os níveis mais baixos de Vitamina D e uma maior prevalência e maior mortalidade de eventos cardio-vasculares, insuficiência cardíaca e arritmias.
  • O défice de vitamina D está também relacionado com a hipertensão arterial.
  • Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nesta relação são múltiplos e complexos, indo desde efeitos miotrópicos diretos, à diminuição da inflamação envolvida na aterosclerose e da renina/angiotensina 2 envolvida na hipertensão arterial, à melhoria da resistência à insulina em obesos e diabéticos, diminuição da diátese pró-trombótica, etc.
  • Alguns estudos mostraram já que a correção da carência de Vitamina D aporta melhoria dos fatores de risco cardiovascular, tal como a HTA e a resistência à insulina.
  • A promessa é grande e razoavelmente fundamentada mas são necessários mais estudos, prospetivos e randomizados, para comprovar que a correção do défice de vitamina D tem um real efeito benéfico sobre a incidência e progressão de doença CV de tipos diversos.

Vitamina D e Cancro. Relator. Prof. Luis Costa. Oncologia. FMUL

  • Numerosos estudos indicam que o défice de vitamina D está associado com um risco aumentado de incidência de vários tipos de cancro e também com a agressividade  da evolução tumoral e a mortalidade que lhes está associada.
  • O doseamento e suplementação de Vitamina D em doentes com cancro são formalmente recomendados pelo National Cancer Institute dos EUA.
  • De facto, a vitamina D tem efeitos decisivos sobre uma multiplicidade de mecanismos biológicos envolvidos na génese e progressão do cancro.
  • Tomadas em conjunto, estas observações sugerem que a correção de défice de vitamina D possa vir a desempenhar um papel relevante na prevenção e no tratamento do cancro. Contudo, a confirmação desta expectativa exige estudos randomizados e controlados desenhados para responder a esta pergunta.

Vitamina D e envelhecimento saudável. Relator. Prof. Manuel Veríssimo. Medicina Interna e Geriatria. FMUC

  • A prevalência da carência de Vitamina D é especialmente comum entre os idosos.
  • Isto fica a dever-se a uma variedade de fatores que incluem as alterações dietéticas, a menor exposição solar e a menor capacidade de produção de vitamina D pela pele do idoso, a diminuição da produção da forma ativa de vitamina D pelo rim, a menor biodisponibilidade da vitamina D no idoso devido ao aumento da proporção de massa gorda corporal, e a menor expressão dos recetores de vitamina D.
  • As doenças que têm sido associadas com carência de Vitamina D são especialmente prevalente entre os idosos, incluindo osteoporose, doença cardiovascular, cancro e perda cognitiva.
  • A vitamina D tem também uma forte relação com a ocorrência de quedas e com a síndrome de fragilidade, importantíssimas em geriatria.
  • Embora os estudos de intervenção sejam ainda escassos, há prova robusta de que a suplementação de vitamina D em doentes com carência diminui a ocorrência de quedas, a incidência de fraturas e o défice cognitivo.
  • A American Geriatrics Society dos EUA recomenda a suplementação regular de todos os idosos com Vitamina D sem necessidade de confirmar laboratorialmente a presença do défice.

Estratégias de reposição de vitamina D. Relator: Prof. José António P. da Silva. Medicina Interna e Reumatologia. FMUC

  • As recomendações da Endocrine Society dos EUA de 2011 (J Clin Endocrinol Metab, 2011, 96(7):1911–30) sobre a avaliação, tratamento e prevenção da deficiência de vitamina D têm encontrado um elevado grau de consenso entre a comunidade clínica e científica por todo mundo.
  • Recomendamos sua aplicação em Portugal.
  • A reposição de vitamina D deve fazer-se preferencialmente com colecalciferol ou ergocalciferol. O calcitriol tem maiores riscos de toxicidade (hipercalcemia) e só deve ser utilizado em circunstâncias especiais, por profissionais experientes no seu uso.
  • O objetivo consiste em atingir e manter concentrações cénicas de vitamina 25OH D superiores a 30 e inferiores a 100ng/ml.
  • Doses de manutenção. Deverão considerar-se indicadas em pessoas com níveis médios de risco (quase toda a gente!) e sempre que não tenhamos conhecimento da concentração sérica de vitamina 20 5HD. No estado atual do conhecimento não nos parece adequado fazer as doses de carga abaixo descritas sem ter feito o doseamento de Vitamina D.
  • A tabela seguinte escreve as doses mínimas e máximas da vitamina D recomendadas para manutenção, consoante o escalão calor etário.

Idade

Mínimo

Máximo

0-6 meses 400 UI 1000 UI
6-12 meses 400 UI 1500 UI
1-3 anos 600 UI 2500 UI
4-8 anos 600 UI 3000 UI
9-70 anos 600 UI 4000 UI

> 70 anos

800 UI 4000 UI
  • Doses de carga. Sempre que a concentração sérica de vitamina 25OH D for inferior a 20ng/ml deverá considerar-se administração de doses de carga que permitem recuperar de forma rápida e segura os níveis de vitamina D para os valores desejáveis. Estes regimes devem ser seguidos de doses de manutenção.

50 000 UI/semana de Vitamina D2/D3 durante 8 semanas ou

50 000 UI de Vitamina D2/D3 3x por semana durante um mês ou

6000 UI/dia de Vitamina D2/D3 durante oito semanas

Fim.