Erro genético pode ser causa da falta de vitamina D entre os portugueses

Erro genético pode ser causa da falta de vitamina D entre os portugueses

“Investigadores portugueses concluíram que a população portuguesa tem uma prevalência superior à média europeia de algumas alterações genéticas que levam a uma predisposição para o défice de vitamina D.”

Estudo coordenado pelo Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa com investigadores também da Nova Medical School, da Faculdade de Medicina do Porto e do Instituto Gulbenkian da Ciência, relacionou os dados com a resposta à covid-19, que em doentes com baixos níveis de vitamina D, leva a formas mais graves da doença.

“Em Portugal ainda há preconceito relativamente à necessidade de recorrer a suplementos de vitamina D”

São dados novos que vêm reforçar o que parece ser um contrassenso: países como Portugal, banhados de sol, apresentam défice de vitamina D em mais de metade da população e valores mais baixos do que em países nórdicos, como por exemplo a Finlândia.  Além disse o estudo em causa, coordenado pelo Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa com investigadores também da Nova Medical School, da Faculdade de Medicina do Porto e do Instituto Gulbenkian da Ciência, mostrou que a falta de vitamina D em doentes com a covid-19 implica maior severidade da doença e diferente resposta do sistema imunitário ao vírus. O estudo avaliou 517 doentes admitidos nas urgências dos Hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e São João, no Porto, entre agosto de 2020 e janeiro deste ano.

“Não só dosear os seus níveis de vitamina D, como fazem com a glicose e o colesterol, mas também fazer uma avaliação do seu padrão genético para saber se de facto têm este erro genético”

Conceição Calhau, ligada ao estudo e coordenadora da licenciatura em Ciências da Nutrição na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, entende que talvez seja mais importante passar das recomendações a uma atitude individualizada, ou seja, as pessoas deveriam “não só dosear os seus níveis de vitamina D, como fazem com a glicose e o colesterol, mas também fazer uma avaliação do seu padrão genético para saber se de facto têm este erro genético”.

A investigadora reforça que a vitamina D é ativada pelo organismo e transformada numa hormona, como o cortisol ou a insulina ou as hormonas da tiroide, e que “tem funções tão importantes que vão muito para além do metabolismo do osso”. Uma vez que Portugal entre os meses de outubro e maio não tem incidência de radiação solar suficiente para a nossa pele sintetizar níveis desejáveis de vitamina D, nem podemos compensar com alimentos gordos, que evitamos cada vez mais, a prescrição de vitamina D é importante, apesar do preconceito que ainda se verifica no nosso país.

G.C.

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