Estudo randomizado descobre que vitamina D pode aliviar cólicas menstruais dolorosas

Estudo randomizado descobre que vitamina D pode aliviar cólicas menstruais dolorosas

Alguns estudos têm demonstrado que a Vitamina D pode reduzir a produção de prostaglandinas. Consequentemente, a suplementação de Vitamina D poderá ter efeitos positivos em situações associadas a um excesso de prostaglandinas como a dismenorreia (cólicas menstruais).

Dismenorreia refere-se às cólicas menstruais. Além da dor, outros sintomas podem estar presentes como náuseas, dor nas costas, dor no quadril, vómitos e diarreia. A dismenorreia pode afectar até 90% das mulheres que estão em idade reprodutiva, sendo a sua gravidade muito variável.

A dismenorreia primária é provocada por um aumento da produção de prostaglandinas pelo endométrio, a partir do estímulo da progesterona. Este aumento de prostaglandinas causa fortes contracções uterinas. O excesso de prostaglandinas pode afetar outros órgãos causando outros sintomas muitas vezes associados à dismenorreia como os vómitos ou diarreia.

Alguns estudos têm demonstrado que a Vitamina D pode reduzir a produção de prostaglandinas. Consequentemente a suplementação de Vitamina D poderá ter efeitos positivos em situações associadas a um excesso de prostaglandinas como a dismenorreia.

Moini e colaboradores, realizaram um ensaio clínico randomizado e controlado, no qual incluíram 60 mulheres entre os 18 e 30 anos, com dismenorreia primária (pelo menos quatro ciclos menstruais dolorosos de forma consecutiva nos últimos seis meses) e baixo nível de vitamina D (<30 ng/ml).

As participantes foram randomizadas aleatoriamente em dois grupos: um grupo recebia 50.000 UI de vitamina D3 semanalmente e o outro grupo placebo. Após 2 meses de tratamento, os autores concluíram que:

  •  No início do estudo, no grupo da vitamina D a dor foi leve em 3 pacientes (13%), moderada em 16 pacientes (69,6%) e grave em 4 pacientes (17,4%). Após o tratamento, 95,7% dos pacientes apresentaram dor leve, 1 (4,3%) teve dor moderada e nenhum apresentava dor intensa (p <0,001)
  • A intensidade da dor reduziu significativamente no grupo da vitamina D após 8 semanas de tratamento, permanecendo esse efeito até um mês após o fim do tratamento (p <0,001)
  • No final do tratamento, o número de comprimidos usados para aliviar a dor no grupo da vitamina D diminuiu e houve uma diferença significativa entre os dois grupos (p <0,001)

Os investigadores concluíram que “com base nos resultados deste estudo, parece que a suplementação de Vitamina D com uma dose semanal de 50.000 UI durante oito semanas poderá melhorar a intensidade da dor e diminuir a necessidade de recorrer a anti-inflamatórios em mulheres com dismenorreia primária e carência de Vitamina D”.

Embora o estudo apresente resultados promissores, o pequeno tamanho da amostra e a curta duração do tratamento limitam a generalização destes resultados para a população geral. Estudos randomizados de maiores dimensões e de maior duração são necessários para confirmar estes resultados e fundamentarem uma recomendação de dar suplementos de Vitamina D em mulheres com dismenorreia primária.

Fonte & Referência:

https://www.vitamindcouncil.org/blog/rct-discovers-vitamin-d-may-alleviate-painful-menstrual-cramps/

Moini A, Ebrahimi T, Hosseini R, et al. The effect of vitamin D on primary dysmenorrhea with vitamin D deficiency: a randomized double-blind controlled clinical trial. Gynecological Endocrinology, 2016.

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