Mais de dois milhões de alérgicos

Mais de dois milhões de alérgicos

Para dois milhões e meio de portugueses sobretudo crianças e idosos a chegada da Primavera é sinónimo de alergias. A grande maioria de casos está subdiagnosticado. Há uma nova esperança para os milhões de alérgicos de todo o Mundo. Investigadores do Reino Unido estão a estudar os benefícios da vitamina D na melhoria da condição física destes doentes mas ainda não se trata de uma cura.

“Apesar de as queixas serem intensas e incómodas, os alérgicos sabem que não correm perigo de vida e optam pela automedicação, não sendo prática corrente dos profissionais de saúde o reencaminhamento dos doentes para um alergologista”, explica Manuel Barbosa, director do serviço de Imunoalergologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Obstrução nasal com corrimento e comichão, espirros, olhos vermelhos, inchados e com lágrimas e comichão ocular são os principais sintomas da rinoconjuntivite alérgica, resultado da exposição aos ácaros do pó e aos pólenes das árvores ou gramíneas. Nos asmáticos, o contacto com alergénios provoca falta de ar, tosse e pieira. Uma criança com pais alérgicos tem maior risco de desenvolver alguma doença alérgica.

No entanto, a exposição a certos factores ambientais, como o fumo do tabaco e a poluição, parecem desempenhar um papel importante. “Um alérgico é um farol ecológico: quando colocado perante situações de agressão ambiental, reage de forma excessiva”, ironiza o especialista. Evitar o contacto com pólenes ou ácaros é impossível. Porém, pode diminuir-se essa exposição com sistemas de ventilação mais eficazes e construções mais simples.

As vacinas antialérgicas são a terapêutica mais eficaz: evitam a progressão da alergia e, em alguns casos, tiram os sintomas. Mas são dispendiosas: o tratamento é longo (entre três e cinco anos) e pode custar dois mil euros. Mas, sublinha Manuel Barbosa, os resultados são visíveis a longo prazo. “Há menos absentismo no trabalho e as crianças faltam menos à escola e têm um melhor rendimento.”

FONTE & REFERÊNCIAS

Correio da Manhã

NOTA: Este artigo já não está disponível online.

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