Recomendações para a Prevenção e Tratamento de Raquitismo

Recomendações para a Prevenção e Tratamento de Raquitismo

De acordo com estes Consensus, classifica-se como deficiente em Vitamina D as pessoas com níveis inferiores a 30 ng/mmol. Níveis superiores a 250 ng/mmol são considerados tóxicos.

O Raquitismo é uma doença que se caracteriza por um problema na diferenciação dos condrócitos e uma deficiente mineralização do osso, sendo causada por uma deficiência de Vitamina D e/ou de Cálcio. Apesar da melhoria das condições de vida, da disponibilidade de suplementação e das recomendações que têm sido feitas ao longo dos anos, o raquitismo permanece um importante problema de saúde pública. O Raquitismo tem um enorme impacto na vida da criança o qual se pode manter na vida adulta.

No sentido de prevenir esta doença, foram recentemente publicadas novas recomendações pela European Society of Paediatric Endocrinology (ESPE).

De acordo com estes Consensus, classifica-se como deficiente em Vitamina D as pessoas com níveis inferiores a 30 ng/mmol. Níveis superiores a 250 ng/mmol são considerados tóxicos.

As doses diárias recomendadas de Vitamina D são de 400 UI desde o nascimento até as 12 meses, independentemente da forma de alimentação. Para além dos 12 meses de idade, as doses diárias recomendadas são 600 UI, devendo o aporte diário ser feito através da dieta e/ou suplementos.

Quanto ao cálcio, a dose diária recomendada é de 200 e 260 mg/dia para as crianças dos 0-6 e dos 6-12 meses respectivamente. Para crianças com mais de 12 meses o aporte diário de cálcio é de 500 mg/dia.

Estes Consensus alertam ainda para a necessidade de um adequado aporte de cálcio e vitamina D em mulheres grávidas e a amamentar.

As mulheres grávidas devem ter um aporte diário de 600 UI de Vitamina D de modo a evitar o raquitismo congénito, aumento das fontanelas, problemas dentários e hipocalcémia neonatal.

Durante a amamentação, a mulher deve ter um aporte de Vitamina D que assegure as suas próprias necessidades. Não há nesta fase necessidade de ser feito nenhum reforço da suplementação já acima referida de forma a garantir a adequada suplementação da criança visto não haver qualquer relação entre os níveis de cálcio no leite da mãe e os níveis de cálcio no filho.

Em caso de raquitismo, doses de Cálcio e Vitamina D superiores são necessárias, de acordo com estas recomendações.

Para uma leitura mais detalhada destes Consensus, consulte:

Munns CF, Shaw N, Kiely M et al, Global Consensus Recommendations on Prevention and Management of Nutritional Rickets. Horm Res Paediatr. 2016 Jan 8

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